O Mito do patriarcado malvadão

“Even in cases where the mean for women and the mean for men are the same, the fact that men are more variable implies that the proportion of men would be higher at one tail, and also higher at the other. As it’s sometimes summarized: more prodigies, more idiots.”

A partir desta afirmação de Steven Pinker, psicólogo e professor em Harvard, podemos começar o nosso raciocínio sobre como a noção feminista de uma sociedade estruturada no patriarcado, não só é errada, como extremamente nociva para a sociedade.

Enquanto continuarem a martelar na cabeça dos jovens que a sua masculinidade é errada e são ele aquilo que faz as nossas mulheres serem infelizes, vão continuar a conduzir a sociedade para um vazio moral e um regressismo civilizacional.

Mesmo que, a sociedade ocidental tenha uma estrutura patriarcal em algum grau, a base fundamental dessa estrutura não é o poder, mas a competência. Afinal, não existe uma estrutura de poder que obriga os homens a escolher profissões de risco e desgastantes, nem um ser superior a ordenar que as faculdades de engenharia sejam compostas maioritariamente por homens. Isto é ditado por preferências genéticas. Estudos mostram que mesmo em crianças, os meninos prestam mais atenção a objectos, enquanto as meninas preferem as interações pessoais. Explicando a disparidade entre géneros na questão da escolha de carreira. No entanto, isto por si só não explicaria a disparidade de salários, e porque razão os grandes cargos são maioritariamente ocupados por homens. Para isso precisamos de ir mais fundo na questão.

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19883140

 

Desde os anos 70 que os direitos das mulheres têm vindo a aumentar, podemos inclusive criar uma curva de correlação entre isso e o crescimento económico. Que é positivo, sim 🙂

 

 

No entanto, e apesar deste crescimento económico, as mulheres pagaram um preço muito alto. Em primeiro lugar hoje o casamento está restrito às classes altas da sociedade, mais uma vez provando errado o conceito de patriarcado. A não ser que me digam que a classe alta está-se auto oprimindo, como uma espécie de fetiche de submissão.

https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2017/oct/07/marriage-america-privilege-rich

Então, as mulheres nas camadas mais baixas estão a sofrer, assim como os seus filhos. Arranjando trabalhos de baixo escalão, sem nunca sair do ciclo. Explicando porque razão as mulheres estão cada vez mais infelizes. Como aliás explica o artigo The Paradox of Declining Female Happiness*. A maior parte das mulheres tem dificuldade em perceber como conciliar uma carreira profissional com o seu desejo de constituir família. Logo, temos mulheres brilhantes e perspicazes que quando chegam aos seus 30 e veem que para subir mais é preciso deixar de lado a vida pessoal, abdicam para seguir o seu instinto biológico.

Um estudo interessante sobre “As mulheres em Portugal, Hoje”, conduzido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, tirou conclusões interessantes, e que corroboram esta visão. “A partir dos 28 anos, o facto de poder «conciliar bem o trabalho pago com a vida pessoal ou familiar» torna-se a questão mais relevante para a esmagadora maioria das mulheres”

“Em geral há uma elevadíssima relação entre as facilidades que se têm para conciliar o trabalho pago com a vida pessoal/familiar e o grau de felicidade com o trabalho pago”

E a mais indicativa

Constatamos que as mulheres que conseguem compatibilizar bem o trabalho pago com a vida familiar se sentem mais felizes com o trabalho do que as mulheres que têm dificuldades em compatibilizá-los, apesar de auferirem rendimentos superiores”

As feministas perguntam-se porque apenas homens estão nos cargos de poder, mas essa não é a pergunta certa. A pergunta certa,  a que a psicologia se pergunta, é como alguém sequer quereria isso. Uma vez que estar num cargo de poder é trabalhar 80h semanais, e sempre em stress altíssimo. Algo que apenas o top 1% está disposto.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2031866/

Este 1% costumam ser homens, porque, e voltando à afirmação de Steven Pinker “more prodigies, more idiots”, os homens estão nos extremos em questão de aptidão e motivação. Explica, portanto, porque razão os homens ocupam, maioritariamente e simultaneamente, os cargos mais altos e mais baixos da sociedade. Logo, afirmar que os homens controlam a sociedade é um erro. Como poderiam os homens ser a maior parte dos presos, dos trabalhos perigosos, a vasta maioria dos mortos violentos, etc?

E por isso eu afirmo, que a sociedade ocidental moderna, apesar dos seus erros, é a sociedade mais meritocrática e menos baseada em estruturas de poder de que temos registo.O feminismo não tem ideia do quão nociva e perigosa a sua noção de patriarcado é. Durante a história homens e mulheres têm cooperado para melhorar a humanidade, e de nada isso serviu porque hoje olham para trás e tudo que conseguem ver (imaginar), é que os homens usaram o seu poder para perseguir e aprisionar as mulheres.

Todos devemos seguir a nossa vida e procurar a felicidade, isso implica fazer as nossas escolhas. Quando o estado se intromete na sociedade, ele distorce-a.

Aceitar quotas para mulheres, é aceitar que o estado crie um incentivo artificial. Que pessoas que antes não quereria certos empregos, agora passem a querer. E eu pergunto para? Para acabar com o machismo? Eu não vou ser hipócrita e dizer que não há mulheres a sofrer machismo e a ser prejudicadas injustamente. Há, mas cada vez menos. A sociedade auto-regula-se, mais mulheres no mercado de trabalho e consequentemente a chegar a posições altas (apesar do machismo) e é de esperar que cheguemos a um ponto de equilíbrio. O estado vai distorcer este ponto de equilíbrio.

Se és mulher, não queres ter filhos e queres ser uma grande CEO, força, segue o teu sonho. Se és homem e queres ficar em casa a cuidar dos filhos, ser um dono de casa? Se for a decisão dos dois, força.

Não será de esperar que, numa sociedade totalmente livre, os homens e as mulheres a escolher as suas profissões como desejarem, e a escolherem o que fazer com a sua vida, seja prosseguir o emprego, ou conjugar com a vida familiar, que as pessoas sejam mais felizes, do que com o estado a intrometer-se na vida das pessoas?