Ano Novo, Força Nova

Para muitos 2021 é um ano de esperança, já que o ano de 2020 foi um ano de muitas “trevas” e o fim desse ano (e agora com a descoberta e distribuição da vacina) representa uma mudança de página para a maioria das pessoas e a promessa de um ano melhor. Mesmo que 2021 não seja um ano perfeito, o facto de “ser difícil ficar pior” cria otimismo nas pessoas.


E por isso as resoluções de ano novo têm um valor diferente este ano! Para além de, mais do que nunca, representarem uma mensagem de “ano novo, vida nova”, representam também o primeiro passo para nos levantarmos da queda que a “nova realidade” nos causou. Criámos resiliência e é preciso saber usá-la.


É neste sentido que eu quero relembrar que, mais importante do que criar resoluções de ano novo, é materializar estas resoluções em objetivos concretos, criando uma plataforma de controlo e até de avaliação de progressos.

Exemplo: “Em 2021 quero ler mais”

Excelente iniciativa, mas é preciso ser concreto em relação ao que significa “ler mais”. Talvez estabelecer um número de livros/páginas que se vai ler mensalmente. Ou criar um horário onde todos os dias se dedica todos os dias 30 minutos à leitura. Após se criar um horário é necessário ver, através da experimentação, se ele é compatível com as rotinas do dia-dia. Outra boa ideia pode ser meter post-its na área de trabalho de para nos lembrarmos de cumprir o plano de leitura diário.

Algo tão simples como dedicar 20/30 minutos de leitura diária e criar um compromisso com esta routina irá fazer com que a resolução seja cumprida. Sem planeamento será difícil quantificar o quanto se leu e saber se efetivamente o indivíduo leu mais que em 2020. Para além disto, a probabilidade da resolução ficar perdida na memória é muito elevada.
Eu sei que neste pequeno texto abordei resoluções individuais, mas penso que seja uma analogia para a importância do planeamento estratégico aliado ao pensamento estratégico em contexto organizacional.

Revisão do texto feita por Ana Cardoso.