Liberalismo

A função do governo é balancear liberdade e igualdade? – Não.

Falta algo muito importante aqui, que é eficiência.

O nosso Estado/Governo não tem em conta que para além de garantir que existe liberdade e igualdade exista eficiência. É aqui que falha o atual sistema.

LiberdadeIgualdadeEficiência

O Estado, através de uma intervenção mínima em quantidade, mas máxima em qualidade deve garantir aos seus cidadão:

Máxima Liberdade possível

Máxima Igualdade possível

Máxima Eficiência possível

Ao não garantirem eficiência muitos governos, ideologicamente, em nome da “igualdade” destroem a liberdade (ex. China, Rússia).

Mas o que é realmente o liberalismo?

Ser liberal significa que a coisa mais importante que existe é a liberdade, mas com responsabilidade.

Não podemos prejudicar a liberdade em nome por exemplo da igualdade. Mas a liberdade não é um meio para atingir outras cosias, a liberdade é a própria finalidade da filosofia liberal.

“Aquele que procura a liberdade por outro motivo que não a liberdade foi feito para ser um “escravo”, servir”- Alexis de Tocqueville

Esta liberdade significa poder fazer mal a outros ? Não, claro que não. Esta liberdade implica máxima responsabilidade ao mesmo tempo. Daí que o liberalismo não é contra a existência de polícia, Justiça. O Estado/Governo deve servir para regular e ajudar a satisfazer essas necessidades básicas essenciais, mas num sentido muito restrito ao essencialmente necessário. Daí que deve ter um papel muito importante, mas ao mesmo tempo muito simples.

Num sistema liberal democrático o Governo não deve dizer-nos o que fazer com a nossa liberdade. Porque assim, não é realmente liberdade e torna-se num forte entrave ao desenvolvimento, crescimento e evolução.

Por exemplo: no caso do sistema de pensões (das reformas), o Estado obriga-nos a entregar-lhe dinheiro para que na fase da reforma, após um cálculo de acordo com uma formula, passemos a receber uma mensalidade: pensão de reforma.

A questão aqui é que nós devemos ter a liberdade de escolher como queremos investir esse dinheiro que ganhamos com o trabalho. Se nos apetecer fazer tal e qual como é o atual sistema de reformas do Estado tudo bem, mas se nos apetecer investir num outro tipo de sistema privado de reformas também deveria ser possível. E ainda, se não nos apetecer fazer descontos para a reforma também devíamos ter essa opção de escolha.

Pode-se dizer que a última opção mencionada é de alguém irresponsável. Provavelmente é. Mas ao sermos livres devemos poder ter a opção de escolher sermos irresponsáveis também, mas depois também temos de saber lidar com as consequências disso.

A verdade é que a concorrência/competitividade entre os diferentes sistemas de reformas beneficiaria a quem? A nós, às pessoas, cidadãos.

Política e Economia

Na sociedade em que vivemos, de modo a garantirmos as necessidades mais básicas pelo menos, precisamos de ter dinheiro e para obtê-lo precisamos de trabalhar.

De acordo com este raciocínio torna-se evidente que a liberdade na economia tem de ser acompanhada pela liberdade na política. É impossível uma viver sem a outra.

Daí que o Socialismo democrático por exemplo, na prática, não existe. Tanto não existe que nunca existiu. Mesmo hoje em dia em Portugal com um Governo socialista a eficiência tem vindo a diminuir, as pessoas acabam por perder liberdades de escolha, estando amarradas a burocracias, impostos, multas, condenações financeiras, impossibilitando o crescimento natural, por não se ter precisamente essa liberdade de escolhermos em relação ao maior leque de opções possível.

Se a economia não é livre, as pessoas nunca serão plenamente livres, precisamente porque aquela é o motor do modo de viver da nossa sociedade atual.

Atenção, o Estado deve existir para regular e garantir que as leis sejam cumpridas. Volto a referir que liberalismo é liberdade mas com responsabilidade máxima.

Por vezes, confunde-se e julga-se que Liberalismo é contra o Estado/Governo, mas na realidade é muito a favor da sua função (muito importante na regulação que deve ter).

O Estado/Governo não pode ser visto como uma entidade exterior, que nos faz favores. Mas sim como um meio de preservar as nossas liberdades, de nos proteger um dos outros, como um meio de evitar alguns problemas, mas com um Governo que tem de ser bastante limitado.

O Governo deve existir essencialmente para garantir a nossa liberdade.

Revisão do texto feita por Ana Cardoso.