Mudança: A Importância dos Lideres VUCA

As quatro habilidades dos líderes do futuro - PME Magazine

Vivemos num mundo em que a mudança deixou de ser algo esporádico para ser algo constante. A revolução tecnológica chegou, veio para ficar e está aos olhos de todos. Para além disso, toda a situação epidémica em que vivemos é um ótimo exemplo desta brusca mudança de paradigmas, de prioridades e soluções. Dito isto, nunca foi tão importante a existência de líderes, tanto no privado como no público, capazes de lidar com a mudança constante e de a  usar em proveito dos interesses das suas organizações (Veja-se o exemplo das oportunidades quando se faz uma análise SWOT).

É neste contexto que surge a importância de líderes VUCA capazes de reagir à mudança, num mundo altamente tecnológico e em constante mutação. Ainda para mais, numa mudança de realidade que nos afetou a todos, como a pandemia de Covid-19.

Mas o que é um Líder VUCA? O que quer dizer VUCA? O conceito surgiu no exército americano após a guerra fria, devido à necessidade de uma estratégia adaptada à mudança como uma constante e não como uma contingência.

A sua sigla significa:

  • V – Volability – Mudanças frequentes e dinâmicas;
  • U – Uncertainty – Caráter imprevisível dos acontecimentos;
  • C – Complexity – Multiplicidade de fatores interconectados;
  • A – Ambiguity – Situações complexas e pouco claras de se compreender, multiplicidade de respostas e perspectivas sobre determinado aspecto;

Estas são características da nossa realidade e as quais não podemos ignorar na resolução de problemas, ainda para mais num mundo competitivo e com a progressiva acessibilidade tecnológica.

Um líder VUCA tem de:

  • Criar empatia entre pessoas e organizações;
  • Ter talento para a tecnologia, e ter desejo de evoluir para um mundo digital usando estes recursos em favor dos interesses das organizações;
  • Ter capacidade de reação a situações imprevisíveis;
  • Flexibilidade e capacidade de adaptação;

Mais do que nunca é preciso humildade, um conceito recente para a área da gestão. Humildade para ouvir as perspetivas dos colaboradores, seja por meio de brainstorming ou ouvindo as perspetivas individuais dos colaboradores perante os problemas que a organização enfrenta. Esta humildade e capacidade de ouvir são necessárias para se assumir uma visão multidisciplinar e integrada de modo a lutar contra ambiguidades e procurar a melhor forma possível de  resolver problemas.

Como empresas lidam com o Mundo Vuca | by Vanessa Kukul | Medium
Mundo VUCA

Como sobreviver a Ambientes VUCA

Para as organizações sobreviverem a este tipo de ambientes precisam de se reinventar e criar estruturas que permitam com que não só se sobreviva à mudança de paradigmas, mas que também se saiba tirar proveito desta nova realidade.

Para isso é preciso escolher líderes e criar equipas (formação) capazes e preparados para esta mudança. Um líder VUCA tem de ter facilidade em criar empatia entre a equipa, talento para a tecnologia e desejo de evoluir num mundo cada vez mais digital, e  ter uma grande capacidade de reação.

Um líder tem de saber envolver a equipa no processo de mudança. Para isto é necessário entender as motivações dos seus colaboradores, as suas necessidades e ter a capacidade de assumir um comprometimento com a equipa e com a organização. Mais do que nunca, o envolvimento da equipa é fundamental para o processo de liderança e sucesso organizacional. O Brainstorming de ideias ou de perspetivas sobre determinado problema é fundamental para o melhor entendimento desta realidade VUCA e assegurar uma melhor capacidade de responder aos problemas atuais. Como se costuma dizer, duas cabeças pensam melhor do que uma.

No entanto, o mundo VUCA não exige apenas alterações a nível da liderança, mas também a nível do recrutamento e do processo de recursos humanos. Mais do que nunca, é importante ter equipas constituídas por pessoas com formação sólida, competências aplicáveis (Softskills  – Comunicação, Criatividade, Resolução de problemas), Iniciativa e Motivações.

As vantagens concorrenciais que marcavam o sucesso das organizações no passado perderam significado. A cada dia que passa, os recursos tecnológicos tornam-se cada vez mais acessíveis, os produtos de qualidade estão a ficar cada vez mais baratos e os produtos baratos estão a ficar com cada vez mais qualidade. O capital financeiro é relativamente fácil de adquirir. É neste contexto que a perspetiva humana ganha impacto como condição de sucesso das organizações, dado a sua flexibilidade e unicidade. 

Uma gestão de sucesso tem de conseguir otimizar os seus recursos humanos como factor estratégico produtivo. Isto implica uma preocupação recente com o bem-estar dos trabalhadores. Nesta nova realidade, os fatores de sucesso do passado são praticamente constantes em todas as organizações. É nessa medida que é importante ter pessoas motivadas, criativas na resolução de problemas e capazes de criar avanços para as organizações.

Os colaboradores precisam essencialmente de:

  • Reconhecimento monetário e profissional;
  • Equilíbrio entre a vida profissional e pessoal;

Para além disto é preciso assegurar a transformação digital, tendo uma equipa capaz de levar a cabo esta digitalização constante e meios para para esta digitalização.

Por último e não menos importante, é necessário criar estruturas para formação contínua, valorizando os colaboradores e criando uma equipa capaz de se adaptar às necessidades do novo mundo!

Fontes: